Um Elefante Para Chamar de Meu na Tailândia

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Texto: Mônica Morás     Fotos: Edu Viero e Mônica Morás

Era sábado e a emoção já tomava conta de mim desde a noite anterior, afinal era dia de ter o meu próprio elefante. O pessoal do parque veio nos buscar e depois de aproximadamente uma hora chegamos no lugar, pertinho de Chiang Mai. Não era exatamente aquilo que eu esperava, mas a culpa era da expectativa que eu havia criado desde quando decidimos passar pela Tailândia. 

Depois de vestirmos o uniforme padrão, a primeira coisa que fizemos foi alimentar nosso elefante, o Doud. Ele era tão comilão que nem esperava eu ter bananas na mão para vir cutucar meus braços com a tromba em busca de comida. E nessas até um beijão eu ganhei! Até mesmo deitado ele vinha até a minha mão em busca de comida. Os outros dois elefantes vieram literalmente correndo em busca de comida e carinho. Ah, e quem não gosta de ganhar carinho e comida, né?! E não era fome, porque eles tinham comida a vontade, pelo que vimos.

Deixei ele de barriga cheia e fui aprender como era o mahout, a técnica de andar de elefante, mas sem a cadeirinha e outras coisas torturantes para eles ou circenses. Com alguns comando simples, o grandalhão anda, pára, faz a volta e ajuda a subir e descer dele. Fora o pêlo duro que pinica e até arranha, a sensação é a mesma de cavalgar. E a dor depois que desce também! 

Foi um passeio curtinho, afinal estava muito calor e o que menos queríamos era estressar nosso amigão. Devo dizer que ele parou algumas vezes para pegar água e se refrescar e quase nos refrescar também. 

Então fomos para o rio para que ele pudesse finalmente relaxar. E a primeira coisa que ele fez foi deitar! Ele queria nos ver, então se ficássemos esfregando as costas dele sem que ele nos visse, rapidamente ele fazia a volta e causava ondas no rio rasinho. 

Depois de alguns jatos de água e muito carinho, nos despedimos do Doud já como entendimento que eles só tem tamanho mesmo, porque por dentro são pura ternura e amor. 

Existem sim lugares que exploram os elefantes até a exaustão para o deleite de turistas desavisados. A dica é pesquisar sempre antes para não se arrepender e nem se sentir culpado por ter feito mais um elefante sofrer.

 

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