Punta Tombo - Argentina

Já imaginou ficar rodeado por 1 milhão de pingüins?

Em Punta Tombo, na Patagônia Argentina, isso é muito fácil de acontecer.

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Punta Tombo é a maior e mais importante colônia continental de pingüins do mundo. Maior porque a população de pingüins varia de 500 mil na baixa temporada e chega a 1 milhão na alta temporada. Foi declarada em 1979 Área Natural Protegida e é um lugar enorme: são 210 hectares, sendo 3,5 km mar a dentro. O valor do ingresso na reserva dá direito a estacionamento (quando não estiver com excursão), visita ao museu que explica melhor o lugar e um mirante com vista panorâmica de toda a reserva com a típica paisagem Arida dessa região da Patagônia (acesso ao lado, pelo corredor longo). A melhor época para visitar Punta Tombo é de setembro até fevereiro, entre o acasalamento e postura dos ovos e o nascimento dos filhotes, inclusive fora desse período é melhor até conferir se é possível fazer a visita, porque eles estão em rota migratória para águas mais quentes.

 Nesta reserva (link aqui) estão os pinguins de Magalhães, ou seja, aquele que na altura do peito até pescoço se vê duas faixas pretas. Eles chegam até a 70 cm de altura (sim, grandinhos!) e 5kg. É quase impossível identificar qual é o macho e qual é a fêmea, só se eles estão juntos para saber, pois ela é ligeiramente menor. Ah, eles são monogâmicos e tem uma parceria. Enquanto a fêmea vai caçar, o macho se encarrega de construir o ninho. Os ninhos “de luxo” são os mais próximos da praia.

Lá é que existe um caminho que os turistas devem seguir, mas não existem cercas, ou seja, se anda no meio deles, mas por um caminho delimitado por pedrinhas. Mas claro, eles têm a prioridade de passagem, caso resolvam cruzar esse caminho!

Nosso guia, Daniel, nos deu recomendações expressas (e hilárias!): “não toque no pingüim, não empurre o pingüim, não chute o pingüim, muito cuidado se o pingüim fizer um movimento típico de aves para fazer suas necessidades na sua direção, porque mancha a roupa e não leve nenhuma pedra para casa, pois se todo mundo que passasse pela reserva levasse uma pedra, logo logo não existiria mais pedras para serem levadas”.

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Fomos em outubro, na época que eles estão acasalando e botando ovos, então o lugar estava lotado de pingüins adultos. Mas não pense que estão todos juntinhos e dispostos a fazer fotos. Cada casal está cuidando do seu ninho caprichosamente construído e muitos pingüins estão deitados embaixo dos arbustos para se aquecer fugindo do vento. Para percorrer o caminho dentro da reserva são necessárias aproximadamente 2h, incluindo o tempo para as fotos, admirar a paisagem e até ficar olhando eles andarem desengonçadamente ou mexendo a cabeça conforme o movimento da câmera. 

Nós fomos de excursão, porque o hostel que ficamos também organizava tours, o hostel El Gualicho (Recomendo! Link aqui). De Puerto Madryn são 170km e o tour de van custa 300 pesos  argentinos(o que pega e larga no hostel), mais 60 pesos argentinos para entrada na reserva (pagos a parte na hora) e antes ele passa porte Ranson para quem quiser fazer o passeio de barco para avistar as Toninas (uma espécie de golfinho menorzinho que salta bastante). Esse passeio tem um custo extra de 270 pesos argentinos, mas como nós não estávamos dispostos a pagar por isso (e no dia anterior tínhamos visto as baleias franca austral), resolvemos usar esse tempo na praia e vendo o encontro do rio Chubut com o mar. Nossa melhor escolha! O barulho das ondas quebrando na praia de pedras é fantástico. Tá, quem fez o passeio diz que foi lindo, mas alguns se frustraram por não conseguir registrar as Toninas pulando, porque elas são rápidas e porque muitas vezes pulam longe do barco.

Quem quiser se arriscar de carro, tome cuidado nos 38km antes do acesso a reserva: vegetação rasteira seca e pontiaguda e pedras que insistem em voar na lataria. Com qualquer uma das opções, vale a pena prestar atenção nas fazendas áridas que estão ao longo do caminho. Com certeza bem diferentes, parecem até abandonadas.

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