Ronda das Almas em Luang Prabang

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Texto: Mônica Morás   Fotos: Edu Viero e Mônica Morás

Todos dias às 6h da manhã, antes mesmo do sol nascer em Luang Prabang no Laos, os monges saem as ruas da cidade, descalços em fila indiana com seu recipiente de metal para recolher a comida oferecida para eles. Eles vêm dos diversos templos da cidade e caminham por todas as pequenas ruas do "centro". As pessoas ficam ajoelhadas nas calçadas aguardando o momento de fazer a sua oferenda, que geralmente é arroz. É a tradicional cerimônia budista Tak Bat, também conhecida como ronda das alma.

É uma cerimônia bonita, cheia de simbolismo, mas que com o passar dos anos se tornou mais um atrativo turístico, infelizmente. Esse é um ritual para quem vê significado em doar, independente das crenças.

Pela cidade existem alguns cartazes que ensinam o que fazer durante a cerimônia, como: observar a uma certa distância, vestir-se corretamente (ombros, tronco e joelhos cobertos), não tocar nos monges, fazer silêncio, não usar flash, etc. Mas teve gente que não viu nenhum dos cartazes, pelo que pudemos observar. 

Decidimos ficar perto da nossa casa, onde poucas senhoras laosianas aguardavam os monges na calçada. Foi um daqueles momentos especiais, onde vimos uma cerimônia autêntica, com as senhoras laosianas fazendo oração antes de doar e com os monges agradecendo a cada pequena porção de arroz recebida.

O mais comovente foi uma velhinha sozinha na rua aguardando a sua vez. Percebemos nela a alegria em doar que até então não tínhamos visto. Foi ela que nos fez perceber o verdadeiro significado de todo aquele ritual. Sabe, fazer o bem sem olhar a quem. 

 

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