Shanghai e As Consequências do Desenvolvimento

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Texto: Mônica Morás  Fotos: Eduardo Viero

Todo mundo sabe que a China vem tendo anos consecutivos de crescimento acelerado e que muitas coisas mudaram no país. Nós vimos que vilas inteiras foram demolidas para dar espaço para dezenas de prédios imensos que abrigam centenas, senão milhares de famílias onde antes haviam apenas algumas casinhas sem muita infraestrutura. Selva de pedras é pouco para definir o que vimos por lá tanto nas cidades pequenas, quanto nas grandes.

Testemunhamos essa transformação acontecendo no área central de Xangai, o coração financeiro da China. Nosso amigo Theo, que mora lá e documenta tudo em fotografia de filme no projeto Into China, nos mostrou que onde antes haviam pequenos prédios velhos e algumas casinhas, hoje existem apenas escombros, famílias que se recusam a sair e sinais de isso não vai parar. Nem mesmo o mercado de rua que ainda insiste em continuar, vai permanecer ali. Toda aquela área dará espaço para prédios altos e modernos, e famílias que viviam lá há mais de meio século serão obrigadas a se mudar para áreas distantes da cidade, independente da sua vontade.

Um senhora de 60 anos nos contou um pouco da sua história e nos deixou entrar na casa dela, onde vive desde os 15 anos de idade. Ela não quer sair dali, mas a casa dela já tem o símbolo que significa demolir. E se ela não sair, vai perder a casa e tudo que tem dentro.

É dificil julgar uma questão dessas, é um movimento que começou há anos e não vai parar tão cedo. Se por um lado é ruim, eles são forçados a abandonar suas o lugar de suas lembranças em troca de um apartamento novo num lugar distante da cidade e nada mais (nem idenização!), por outro lado é bom, porque agora terão uma estrutura melhor de moradia e novas oportunidades de negócios. Afinal é cultural do chines ver essas chances e haverá uma demanda bem grande em torno dessa nova comunidade que vai nascer.

Como eu disse, é um movimento que não tem mais volta. Somente esses prêdios são capazes de abrigar a imensa população do país. Além disso os prêdios novos, assim como boa parte da indústria, não utiliza o carvão como fonte de energia, tanto que em 2014 foi reduzido drásticamente o uso do mineral, que é o maior poluente da China, e a previsão é de praticamente zerar até 2020. O pulmão agradece! 

 

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