Reflexão Sobre a Relação com o Trabalho

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Texto: Mônica Morás   Fotos: Eduardo Viero

Durante esse tempo todo que estamos na Tailândia aprendemos várias coisas e uma delas é a relação com o trabalho. As pessoas se orgulham do que fazem, da vovó que descasca fruta de manhã cedo em casa para o filho vender na barraquinha de rua, até empreendedor de sucesso que vende camisetas na feira e tem uma conta bancária de impressionar muitos executivos “grandões”.

As pessoas aqui trabalham duro, porque elas sabem que se derem o seu melhor, elas estão sendo úteis para o coletivo, e gerando valor para os outros elas receberão o melhor como um todo na sociedade. É uma questão cultural que vem da educação rígida nas escolas e da religião budista, a religião de mais de 95% da população, que ensina entre tantas coisas a praticar a gratidão.

Não que estejam satisfeitas com o seu trabalho, mas elas usam essa insatisfação para progredir. Tivemos a oportunidade de conhecer várias pessoas que vieram “de baixo” e sentem orgulho de dizer o quanto aquela época de “mão de obra barata” fez diferença para que se tornassem quem são hoje. Foi com aquele dinheiro batalhado que eles puderam pagar os estudos, puderam investir aos pouquinhos em algo que tornasse a vida melhor. E mesmo assim não se sentem melhor/superiores ou contribuindo mais para a sociedade do que o gari que passa o dia sob o sol escaldante. 

Nos faz pensar o quanto nós ocidentais somos diferentes, porque quando estamos insatisfeitos ao invés de dar o nosso melhor para mudar aquela situação, seja trocando de área de atuação ou de emprego, nós paralisamos, nos sentimos inferiores perante a sociedade e ficamos empurrando com a barriga até um milagre acontecer.  Não é uma comparação entre orientais e ocidentais, é uma reflexão que faz pensar em como a nossa atitude diante das coisas pode fazer muita diferença nos nossos resultados.

 

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