Roteiro Completo Pelas Ilhas Gregas do Dodecaneso

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Texto: MONICA MORAS  Fotos: EDUARDO VIERO

 

Quem nunca teve o sonho de visitar as ilhas gregas? Aposto que até aqueles estão falando que não, lá no fundinho já pensaram sim. Comigo não foi diferente! Eu só não esperar que fosse tão fácil e apesar de ter ido na alta temporada, até não foi tão caro. Passamos 12 dias andando pelas ilhas Rhodos, Symi, Kos, Nisyros, Leros e Patmos até chegar em Atenas para mais 7 dias entre turismo e trabalho. Essas ilhas fazem parte do grupo Dodecaneso de ilhas e existem vários grupos ilhas na Grécia que "organizam" as mais de 2000 ilhas do país. 

Nysiros

Decidimos entrar de barco na Grécia em alta temporada, porque nossos planos mudaram depois que estávamos em Istambul durante a tentativa de golpe militar. Conhecemos tudo que queríamos no país e quando uma semana depois o presidente anunciou estado de emergência (quando o cidadão perde os direitos perante o governo), nós decidimos ir embora na Turquia. Entramos em Rhodes decididos a conhecer Santorini, até que conhecemos um grego que na verdade tinha nascido no Brasil e que nos fez mudar todos os planos para melhor! Assim, em 15 minutos!

Este post está dividido em:

  • INFORMAÇÕES GERAIS: mapas, alta temporada, clima, dinheiro, custos, comida (tipos e valores), transportes (entre ilhas e na ilha), hospedagem e língua.
  • INFORMAÇÕES SOBRE AS ILHAS: descrição, os vilarejos/praias, como chegar e sair e onde ficar em Rhodos, Symi, Kos, Nisyros, Leros e Patmos.

 

INFORMAÇÕES GERAIS

 

MAPAS: Use o mapa off-line do aplicativo Maps.me para pinar os lugares e economizar o plano de dados.

ALTA TEMPORADA: Do começo de Junho até o começo de Setembro.

CLIMA: O verão é bem quente com sol muito forte. O clima é seco e o por do sol é perto das 20h. 

DINHEIRO: A moeda oficial é o Euro e algumas ilhas do grupo Dodecaneso que falamos nesse post são tão pequenas que tem apenas 1 caixa eletrônico. Por isso é melhor levar uma quantidade de Euros em espécie sempre. Quase todos os lugares aceitam cartão para pagamento.

CUSTOS: Fomos em julho, andamos por 6 ilhas em 12 dias e gastamos 1025 euros para 2 pessoas da chegada em Rhodes até a chegada em Pireus (Atenas). Esse valor inclui tudo! Todos os barcos entre ilhas, aluguel de motos, gasolina, tours, alimentação com cerveja/vinho todos os dias e hospedagem em hotéis bons (quarto privado, ar condicionado, banheiro e alguns com cozinha no quarto).

Gyrus Pita

COMIDA, Tipos e Valores:  É boa demais! E o vinho e a cerveja são muito baratos!

  • Uma água 500ml custa 0,50 centavos de euro em qualquer lugar.
  • No mercado: Cozinhar na Grécia custa muito barato. Com 3 euros dá para fazer uma refeição quente completa para 2 pessoas ou comprar as coisas para fazer vários sanduiches. Uma garrafa de vinho custa em média 2 euros e é o que o pessoal mais consome.
  • No restaurante menor:  o gyros pita (ou slouvaki) é a melhor pedida e custa entre 2 e 2,50 euros. É tipo um fast-food que nunca cansa e mata a fome.
  • No restaurante maior: As refeições variam de 7 euros por pessoa até o infinito São diversas as opções, principalmente de pescados. Mas alguns restaurantes oferecem um “Combo Grego” com todas as comidas gregas por em média 9 euros, muitas vezes com uma bebida.  Nesse prato vem mousaka, dolmades, gemista, soutzoukakia, tzatziki, batata saute e pão pita.
  • Comida Grega:
  1. Gyrus pita: E um pão pita enrolado em forma de cone que dentro tem carne assada (frango ou carne), tzatziki (iogurte grego temperado), salada e batata frita que às vezes vem dentro, outras vezes vem fora. 
  2. Slouvaki: é a mesma coisa que o gyrus pita, só que existe a opção aberto no prato sem o pão.
  3. Mousaka: lasanha de cordeiro com berinjela e molho branco
  4. Dolmades: arroz temperado enrolado em folhas que fica tipo um rolinho primavera
  5. Gemista: tomate ou pimentão recheado de arroz cozido no molho e temperado
  6. Soutzoukakia: uma almondega de carne bem temperada
  7. Tzatziki: iogurte grego temperado
  8. Batata saute: batata salteada na manteiga
  9. Pão pita: pão tipo pita assado na hora

TRANSPORTE:

  • Para Chegar nas Ilhas: Existem os catamarãs (mais baratos), os barcos rápidos (mais caros) e algumas ilhas tem aeroportos. Importante: compre numa agência que vende passagens, compre com antecedência assim que chegar na Grécia, principalmente as rotas de/para Pireus (Atenas) e muita atenção para os horários e dias que os barcos fazem as rotas, porque algumas ilhas são atendidas dia sim, dia não.
  • Na Ilha: A melhor opção é alugar uma scooter parra andar pela ilha. A diária de uma scooter 50cc (forte suficiente parar 2 pessoas) custa 15 euros e mais 5 euros para encher o tanque de gasolina e andar o dia todo. Pedem apenas a habilitação brasileira, mesmo sem constar a categoria A. Quanto a ilha é maior, existem ônibus de linha que ligam as praias e centros com horários regulares. O taxi é caro.

HOSPEDAGEM: As opções são excelentes. Mesmo as mais simples são muito completas. Os quartos mais baratos são bem localizados e incluem quarto privado para 2 pessoas, banheiro, ar condicionado, televisão, café da manhã e alguns ainda oferecem cozinha, piscina e sacada/varanda. Os valores na alta temporada variam de 20 a 40 euros.

LÍNGUA: Apesar de falar grego, todo mundo fala inglês e todas as informações são em inglês.

 

INFORMAÇÕES SOBRE AS ILHAS

O nosso roteiro pelas 6 ilhas do grupo Dodecaneso durou 12 dias e nós fizemos nessa ordem: Rhodes, Symi, Kos, Nisyros, Leros e Patmos.

 

Rhodos

RHODoS, A BELEZA DA ILHA

Rhodos é a capital do grupo das 12 ilhas Dodecaneso e ainda faz fronteira com a Turquia. Foi lá que tivemos nosso primeiro contato com a Grécia e foi perfeito. A porta de entrada da ilha via marítima dá acesso direto a cidade antiga, onde fica a muralha do Castelo. A cidade antiga de Rhodos inclusive é Patrimônio Cultural da Unesco e a melhor preservada cidade medieval da Europa.

Andar pelas ruas é como voltar no passado e é muito fácil achar restaurantes que oferecem o Gyros Pita, a melhor comida grega e que ainda tem promoção de combo com cerveja. Impossível resistir! RhodOs também é famosa pelas praias, especialmente Faliraki com uma vida noturna agitada e onde escolhemos ficar. De lá se tem acesso fácil para as outras praias como Anthony Quinn bay e Lindos.

COMO CHEGAR E SAIR DE RHODOS: Rhodes tem acesso por ferry e pelo aeroporto de vários pontos da Grécia e da Europa diariamente. Nós chegamos da Turquia e saímos para Symi. Para andar pela ilha a melhor opção é alugar uma scooter por 15 euros a diária, mas ela é bem servida de linhas de ônibus. 

ONDE FICAR EM RHODOS: Nós escolhemos ficar na praia Faliraki no Rea Hotel que fica em cima do Jamaica Bar na rua Ermou, a principal da vida nortuna há poucos metros do mar. Faliraki é a melhor opção para quem quer aproveitar a praia e ter acesso facilitado a qualquer outra parte da ilha. Na cidade antiga, onde estão as lojas mais famosas, as opções de hotéis são um poucos mais caras, especialmente nos meses de julho e agosto. Confira aqui opções de hospedagem, assim você ajuda o blog.

VEJA O POST COMPLETO COM FOTOS AQUI.

 

Symi

SYMI, UM ENCANTO NA GRECIA

Existem lugares que conseguem roubar um pedacinho da gente, e Symi, uma pequena ilha no Mediterrâneo da Grécia entrou para listinha de lugares para querer voltar. Symi faz parte do Dodecaneso, uma grupo de 12 ilhas na extremidade leste do mar Egeu, na fronteira com a Turquia.

As ruas que envolvem Gialos, o porto da ilha, levam aos mais variados cenários do que se imagina na Grécia. Dos pontos mais altos, apenas alguns degraus ilha a acima, se tem uma vista que combina a arquitetura, uma herança que mistura influência romana com turca, e os barcos que vão dos mais simples até os mais luxuosos. A propósito, Symi virou um ponto disputado por barcos de luxo desde que alguns astros e estrelas de Hollywood passaram alguns verões por lá. A qualidade dos restaurantes, hotéis e até mesmo dos produtos nos mercados locais é impressionante e não se paga mais caro por isso.

Symi ainda mantêm a tradição de produzir artesanalmente vários produtos que vão de barcos de madeira até artigos em couro. A cozinha local é baseada em frutos do mar pescados localmente, sendo o mais característico o mini camarão de Symi. A melhor forma de descobrir a ilha é alugando um barco para percorrer as praias e ainda conhecer o Monastério Panormitis, famoso pelo sino de prata na torre que pesa toneladas, pelo estilo barroco rococó e ainda por ser o mais bonito do mar Egeu.

COMO CHEGAR E SAIR: A ilha é acessível a partir de Kos ou Rhodos principalmente, mas também está conectada com a maioria das outras ilhas gregas. Nós fomos de Rhodes e aproveitamos para pegar o ferry que fazia parada de uma hora no Monastério Panormitis antes de seguir para o porto de Gialos. De lá saímos para Kos para trocar de ferry e ir para Nisyros. É bom planejar bem quando ir e sair, porque algumas ilhas tem dias específicos para os ferrys atracarem.

ONDE FICAR: Existem várias opções de hotéis dos mais variados preços, mas os melhores estão em Gialos, no porto da ilha. Na alta temporada, entre julho e agosto, os preços costumam dobrar. Nós escolhemos o Anastasia Hotel que fica exatamente na frente de onde o ferry atraca, basta subir as escadas. Passamos 2 dias em Symi e foi um tempo perfeito. Confira aqui opções de hospedagem, assim você ajuda o blog.

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Kos

KOS, A PORTA DE ENTRADA NA GRECIA

Kos é a principal porta de entrada da Grécia quando se vem da Turquia. A ilha é grande, bem desenvolvida, rica em história e conhecida por ser a ilha das pessoas felizes. Na cidade antiga é onde estão as melhores opções de lojas e restaurantes. É também destino para day trip de quem vem de Bodrum na Turquia. Mas para quem quer relaxar, a outra opção Kardamena onde está o porto que dá acesso a Nisyros, tem uma praia e uma vida mais tranquila. Até os preços nos restaurantes são melhores e com muitas opções de day trips para as ilhas menores.

COMO CHEGAR E SAIR: Kos tem dois portos, sendo Kos o que chega o ferry da Turquia e sai para as principais ilhas da Grecia, e Kardamena que tem acesso marítimo diários para as ilhas menores como Nisyros. No centro da ilha fica o aeroporto que dá acesso direto para outras ilhas da Grécia e algumas cidade da Europa. Existem linhas de ônibus ligando todas as partes da ilha, mas a melhor opção é alugar uma scooter por 15 euros a diária.

ONDE FICAR: Tudo acontece em Kos entre vida noturna e comércio, mas para relaxar, comer bem e barato e ter acesso as praias, o melhor é Kardamena. Confira aqui opções de hospedagem, assim você ajuda o blog.

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Nysiros

NISYROS, A ILHA GREGA DO VULCÃO STEFANOS

Segundo a mitologia a ilha foi criada por Poseidon durante a guerra entre deuses e gigantes e foi dali que apareceu o vulcão Stefanos. Além do vulcão, em Nisyros existem 4 vilarejos: Mandraki, Pali, Nikia e Emporio. Em 1 dia é fácil andar por toda a ilha com uma moto alugada. 

  • MANDRAKI: Mandraki é a capital e o porto da ilha. Ali estão os hoteis, restaurantes, lojinhas, mini mercados, ATM, o posto de combustíveis e o por do sol. Andar pelas ruas estreitas cheias de casinhas brancas é sempre um belo passeio e a noite uma excelente opção é escolher um dos restaurantes da praça Plateia Delfinion. As duas melhores vistas da cidade são do Monastério Panagia Spiliani e do Castelo dos Cavaleiros de São João, contruído em 1315, mas sem dúvida a do monastério é muito mais bonita. É nele que acontece a festa anual da Virgem Maria todo 15 de Agosto, feriado nacional. 
  • PALI: É uma pequena vila conhecida pelas praias de areias negras Pahia Ammos e Lyes que são famosas pelos benefícios de águas termais. 
  • EMPORIO: Emporio fica no alto da montanha, a 8km de Mandraki e é famosa pela bela arquitetura.
  • NIKIA: É em Nikia que fica a famosa praça onde fica a igreja Profeta Elias, que foi considerada uma das mais bonitas praças da Europa. É lá que fica também a pequena igreja Agios Ioannis que tem a vista da cratera Stefanos e a vila. 
  • VULCAO STEFANOS: O vulcão Stefanos é com certeza a atração mais importante de Nisyros. A cratera fica a 14km de moto de Mandraki e o custo é de 3 euros para entrar na cratera que tem pelo menos 260m de diâmetro e 30m de profundidade. A última erupção foi registrada em 1888 e foi quando formou-se o formato da cratera. Os critais amarelos de ácido sulfúrico que fervem e dão aos gases um odor característico que saem por buracos do chão. 

COMO CHEGAR: A partir de Rodhos e Kos existe o ferry rápido (mais caro) e a partir de Kardamena na ilha de Kos, existe ferry local alguns dias por semana. 

ONDE FICAR: O melhor lugar para ficar é Mandraki, talvez o único lugar que tenha opções que não seja a casa dos locais. Nós ficamos num hotel bem perto da praça principal, o Porfyris Hotel. Confira aqui opções de hospedagem, assim você ajuda o blog.

COMO ANDAR PELA ILHA: A melhor opção é a moto alugada. Uma moto de 50cc (suficiente!) custa 15 euros por 24h e 5 euros de gasolina é suficiente para o dia inteiro com idas e vindas. O único posto da ilha fecha entre 1pm até 5pm. Nós alugamos na agência do porto em Mandraki. 

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Leros

Leros

LEROS, O QUE VER NA ILHA 

Leros é uma das 12 ilhas do Dodecaneso que ainda não foi atingida pelo turismo internacional. Lá o que mais se vê é o turismo local num clima de tranquilidade e muita música tradicional nos restaurantes espalhados por Agia Marina, o melhor lugar para ficar na ilha. Entre as atrações de Leros, as mais bonitas são o Castelo Agia Marina com uma vista impressionante da ilha já no caminho e ainda pertinho da igreja de Virgem Maria Kavouradaina e a pequena igreja Agios Isidoros que tem exatamente o mesmo tamanho da ilha onde ela fica.

COMO CHEGAR E SAIR: Leros tem acesso de marítimo a partir das ilhas Dodecaneso e ligação direta com Atenas. O porto onde chega o catamarã vindo das ilhas locais é o da Agia Marina, enquanto o ferry de ligação rápida, incluindo Atenas, fica no porto de Lakki. O taxi entre os portos custa 5 euros, mas a melhor forma de andar pela ilha é alugar uma scooter por 12 euros a diária. Chegamos de Kos e saímos para Patmos.

ONDE FICAR: Agia Marina é a melhor opção para ficar, pois é onde estão as melhores opções de restaurantes para todos os gostos e bolsos. E mesmo a ilha sendo ponto de turismo local, os preços são consideravelmente mais caros em julho e agosto. Nós ficamos no Elefteria Hotel, quem tem piscina, uma vista incrível da cidade e fica pertinho da praça que serve o melhor Gyros Pita que já provamos. Confira aqui opções de hospedagem, assim você ajuda o blog.

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Patmos

Patmos

PATMOS, A ILHA GREGA DO APOCALIPSE

Patmos é uma das ilhas vulcânicas do Dodecaneso, o grupo das 12 ilhas do mar Egeo. A ilha ficou famosa pela caverna do Apocalipse, onde São João escreveu o último texto do Novo Testamento da Biblia. Inclusive é de lá que se tem uma das melhores vistas da cidade.

Skala, a principal entrada marítima de Patmos é onde está o comércio e as melhores opções de hospedagem. A noite é bem jovem e movimentada, principalmente no verão. De lá é fácil alugar uma scooter por 15 euros a diária e percorrer todas as praias da ilha e descobrir as atrações como igrejas, museus, monastérios e vilarejos.

COMO CHEGAR E SAIR: Diariamente a ilha tem ligação via catamarã com várias ilhas da Grécia e em alguns dias específicos, tem ferry para Atenas. Chegamos de Leros e saímos para Atenas. A melhor forma de explorar a ilha é alugar uma scooter por 15 euros a diária. No Bills o aluguel é de 24 horas uma scooter de 100cc e 5 euros de gasolina é suficiente para ir e vir várias vezes.

ONDE FICAR: O melhor lugar para ficar em Patmos é Skala, perto do porto. De lá é fácil explorar a ilha e ainda ter ótimas opções de restaurantes para todos os gostos e bolsos. Nós ficamos nos Studios Irene, um apartamento completo com cozinha com o básico para cozinhar e a Irene ainda busca e leva no porto sem custo. Confira aqui opções de hospedagem, assim você ajuda o blog.

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Vulcão Stefanos

 

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