O Passeio que me Arrependo de ter Feito na Tailândia

Texto:MONICA MORAS  @monicamoras  Fotos: EDUARDO VIERO @eduviero

Nem tudo é perfeito nessa vida, mas a sorte é que a gente sempre pode evoluir e repensar algumas atitudes. E foi o que aconteceu comigo, mas infelizmente eu precisei errar para aprender. 

Cheguei na Tailândia em 2014 om a ideia de ficar 20 dias. Entre idas e vindas ao longo de 4 anos (2014-2018), foram 2 anos morando entre Bangkok e Chiang Mai. Na época a ansiedade para desbravar o país e a falta de informações na internet, quando pouquíssimos blogs falam da Tailândia em português e os gringos eram muito superficiais, não me permitiram ver o óbvio. 

O PASSEIO QUE ME ARREPENDO DE TER FEITO NA TAILÂNDIA

TRIBO DAS MULHERES GIRAFA

Esse é o meu maior e mais doloroso arrependimento. Não havia muita informação na internet em 2014 sobre o passeio para a tribo das mulheres girafa, o que tinha era muito superficial. Eu mesma fui superficial no blog na época (em 2014), porque não sabia como explicar aquele sentimento controverso que eu sentia e ao mesmo tempo contar a história delas. Leia As Mulheres Girafa Na Tailândia

Foi como entrar num zoológico humano onde mulheres caracterizadas estão a espera de turistas ávidos por fotos. Nunca me senti tão mal de estar fazendo algo que claramente era uma exploração. Elas não parecem felizes de verdade como nas fotos, parecem apenas conformadas com a situação de exploração. Não bastasse isso, o passeio fazia parte do tour do Triângulo Dourado, a entrada na tribo era optativa e paga a parte para o “chefe da tribo”. E eu paguei para entrar. Como me arrependo...! Pelo que soube depois, o dinheiro que fica com essas mulheres é do produtos que elas vendem. O dinheiro da entrada, pago pelo turista, é do chefe. 

E para piorar, durante o Sustainable Brands Brangkok 2017, que tive a chance de participar pelo hostel que eu trabalhava, o The Yard Bangkok, e que era case de hostel sustentável, vi a estatística apresentada pelo projeto Local Alike, onde 90% turistas não gastavam nenhum centavo na comunidade visitada. Os turistas acham caro fazer o passeio e evitam comprar, por causa da ideia dos mercados e da barganha. Essa mentalidade da comparação entre o trabalho artesanal e o de larga escala afeta demais quem de fato depende do turismo. E no final, quem fica com o dinheiro do turismo, é a agência que promove o passeio, sem nenhum repasse. 

Eu não sei se é verdade que elas não tem nacionalidade, se vivem nessa situação por falta de documentação e na dependência de um “chefe”. Eu nem sei se elas realmente usam aquelas argolas diariamente ou só para o período que os turistas estão chegando. Na verdade, eu não sei quase nada sobre elas, porque até mesmo os tailandeses divergem nas explicações. Sei apenas o que vivi naquela tarde, e mesmo tantos anos depois ainda me sinto mal. 

Eu já falei isso no post sobre a maior favela da Tailândia, e reafirmo aqui também que não são apenas os elefantes e tigres que sofrem com os turistas irresponsáveis. Antes de fazer qualquer passeio, pesquise! Leia muito, se informe, tire dúvidas, veja as opiniões diversas em blogs diversos. Hoje existe muita informação acessível que te permite tomar a decisão. Mesmo que você faça o passeio do Triângulo Dourado, você não é obrigado a visitar a tribo. Decida com consciência. 

PARA SABER

Eu conheci o Local Alike no Sustainable Brands Brangkok 2017, o maior evento sustentável do país, e onde eles foram indicados como referência nacional de boas práticas de turismo. A maior parte do valor do tour é revertido diretamente para as pessoas ou projetos sociais que abrem suas portas para receber o turista. Participei do passeio Como Foi Visitar Khlong Toei Em Bangkok, A Maior Favela Da Tailândia e do Tour Um Dia Como Um Pescador em Santor, Bangkok

Os tours são guiados por pessoas nascidas nas comunidades visitadas, e dão a oportunidade das pessoas das comunidades falarem, mostrarem os rostos e histórias por trás das estatísticas. E criam uma chance para quem quer colaborar, mas não sabe como e nem tem tempo de ser voluntário. Eles não são baratos financeiramente falando, mas são uma experiência riquíssima.  

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