O Dia Que o Monge do Rei Nos Recebeu

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Texto e Foto: Mônica Morás

Era para ser um sábado como outro qualquer, mas não foi! Quando decidimos voltar para Tailândia foi com a intenção de aprender a meditar e um pouco mais sobre o Budismo daqui. Logo no dia seguinte aqui em Bangkok conhecemos a Patty que nos contou a história dela com a meditação, de como foi transformador e decisivo na vida dela, e a mãe dela se dispôs a nos ensinar algumas coisas no final de semana, e ainda nos deu uma aula de budismo tailandês.

Hoje encontramos a Patty no templo Prathum (Wat Pathumwanaram Ratchaworawihan) e ela nos deu as dicas de como começar. Uns 10min depois a mãe dela chegou e nos contou que o monge Thavorn estava no templo, o mesmo monge que aconselha o rei, e ele poderia nos ensinar a meditar ali, naquele momento. Esse foi o choque número 1: como assim o monge que aconselha a realeza vai receber dois brasileiros que não fazem ideia de como meditar?

Aceitamos e fomos até a "casa" do monge, nos fundos do templo. A Patty explicou tudo sobre nós e ele olhou diretamente para nós, olhos nos olhos, por alguns segundos infinitos e disse em tailandês: “comer menos, falar menos, dormir menos, só assim vocês vão conseguir meditar e encontrar e o que vocês buscam”. Esse foi o choque número 2: em segundos ele descobriu toda nossa rotina, hehehehe...

Ele falou mais umas coisas e disse que aquele momento que estávamos vivendo, nós 5 (o monge, Patty e sua mãe e nós dois) havia acontecido por uma força maior, pois nos aproximou de alguém que nos levou até ele e isso já era uma sinal de muito boa sorte para nós, e significava que nossas intenções com a meditação eram verdadeiras. Esse foi o choque número 3: aquele livro O Segredo fez muito sentido nesse momento! 

Daí ele contou tinha vários templos pelo mundo e que só o fato de tê-lo encontrado hoje era um sinal de muita boa sorte. Ou seja, ele quase nunca está aqui em Bangkok, está sempre viajando pelos outros templos e justamente hoje todos nos estávamos lá. Esse foi o choque número 4: quase enfartamos quando soubemos o tamanho na nossa sorte do dia.

Então ele pediu que um outro monge pegasse uma caixinha que estava atrás de nós, chamou um por um por um e nos deu uma medalhinha com a imagem dele, que significava desde já boa sorte, proteção a iluminação na nossa meditação. Esse foi o choque numero 5: existem coisas que não tem preço!

Depois disso ele contou que a imagem de Buda que estava na nossa frente era feita de um material indestrutível (?) e que poucas pessoas tem o privilégio de tocar naquela imagem. Mas como ele viu que nossas intenções eram verdadeiras, ele nos deixaria tocar e que isso nos daria boa sorte. Tocamos, mas ele fez questão que levantássemos a imagem. Esse foi o choque número 6: algumas pessoas apenas veem, outras apenas encostam, nós pudemos levantar.

Ele falou mais um monte de coisas em tailandês, a Patty foi traduzindo algumas coisas, ensinando o que fazer e no final ele nos abençoou. Saímos de lá com a medalhinha, o cartão de visitas do monge que ele mesmo nos entregou e chocados (6 vezes) com tamanha coincidência e sinal de boa sorte. A Patty e sua mãe nos ensinaram mais sobre meditação durante as horas seguintes, praticamos juntos e combinamos de nos ver em breve.

Sabe, às vezes a gente só precisa acreditar e focar numa coisa que o mundo conspira para que ela aconteça. Essa não foi a primeira vez que uma "coincidência" como essa aconteceu conosco na viagem. ;)

 

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