As Mulheres Girafa na Tailândia

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Texto: MONICA MORAS  Fotos: EDUARDO VIERO e MONICA MORAS

Elas não tem mais nacionalidade, vivem há anos como refugiadas de Burma na Tailândia sob a condição de permanecerem nas vilas turísticas e com forte supervisão e exploração dos líderes da tribo, e ainda são condenadas a usar anéis pesados no pescoço desde os 5 anos de idade até a morte para manter o sustento da vila. Sim, é triste a situação e mais triste ainda é visitar essas mulheres e saber o que o máximo que podemos ajudá-las é comprando algum dos artesanatos diretamente delas, pois não se sabe se o valor exorbitante da entrada  é corretamente dividido entre as famílias.

Visitar um vilarejo “long neck” é uma decisão que precisa ser bem pensada pelo tamanho do desconforto que é estar nesse ambiente. Se por um lado existe a exploração turística dessas mulheres e a pressão para as que meninas usem os anéis, que hoje já não é mais obrigatório, por outro lado, não muito melhor, essa é a única saída para continuarem vivas.

Antigamente os anéis eram feitos de ouro e eram usados para fins estéticos e como proteção ao ataque de tigres. Hoje são de outro material igualmente pesado, pois existe o risco de uma mulher ser decapitada para ter o ouro roubado. O fato é que os anéis causam um alongamento dos ossos dos pescoço para baixo, fazendo pressão sobre os ombros, clavícula e vértebras, causando dores e auto-mutilação a longo prazo.

Não nos sentimos bem lá e fizemos o mínimo de fotos apenas para mostrar essa triste realidade que, infelizmente, naquele dia ajudamos a financiar por pura ignorância.

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