Como Foi Juntar Dinheiro para Viajar

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Texto: Mônica Morás    Foto: Eduardo Viero

Dinheiro não é problema, dinheiro é solução. O problema é arranjar dinheiro! E esse foi o nosso drama. 

Depois que decidimos viajar, colocamos no papel tudo que tínhamos, traçamos um plano de economias e fomos correr atrás pra juntar todo dinheiro possível, porque não ía sair barato. Vendemos nossas coisas, peguei todos meus benefícios trabalhistas de cinco anos, o Eduardo conseguiu mais uns trabalhos grandes e paramos completamente de sair. Cada centavos era economizado!

Só pra exemplificar: uma ida no cinema nos custava em média 55 reais com ingressos e pipoca+água. Os mesmos 55 reais pagam um quarto privado completo + almoço + janta pra nós dois por 1 dia aqui em Chiang Mai, Tailândia. Não é milagre, é definição de prioridades. Nós preferimos gastar nosso dinheiro viajando!

Saímos do Brasil com dinheiro suficiente na época para pagar até 6 meses de viagem. Mas o dólar começou a disparar e esse tempo diminuiu consideravelmente, e tivemos que correr atrás de trabalho. Para uma viagem de um ano, cada um deveria ter saído com 50 mil reais pra poder respirar e dar tempo de arranjar um trabalho no caminho. Nós não saímos com tudo isso! Mas quem tem carro, por exemplo, como nós tínhamos, já tem uma parte do dinheiro pra viajar, e essa é a boa notícia. A má notícia é que metade desse orçamento vai ser gasto apenas com passagens aéreas, caso você não compre a passagem de volta ao mundo.

O que nós descobrimos foi que o custo de viajar por longo prazo na Asia (apenas no Sudeste Asiático!) é mais barato do que estar em casa, porque não tem carnezinho para pagar. De resto é o mesmo custo do Brasil, no nosso caso. 

1.     Não temos mais contas para pagar (aluguel, água, luz, celular, internet, ipva, etc). 

2.     Controlamos nosso orçamento diariamente. Se gastarmos demais em um dia, podemos ter problemas por uma semana inteira.

3.     Não compramos mais coisas, porque não temos como carregar. Cada espacinho da mochila é pensado pra carregar as poucas coisas que temos.

4.     Não compramos mais coisas, porque fazemos uma comparação do valor com outras coisas essenciais e normalmente é tudo caro. Exemplo: 1 café expresso custa em média 9 reais em Bangkok num lugar comum. Com 9 reais nós dois jantamos (bem!) em casa em Bangkok.

5. Se estivéssemos no Brasil eu estaria no mestrado e o Eduardo de carro novo. Essa conta eu nem preciso mostrar, né?! 

Nosso custo médio diário por pessoa aqui na Ásia é de US$ 25, com moradia, alimentação, transporte e eventuais produtos de higiene, happy hour e tour. Na Tailândia especificamente, esse valor é mais baixo. Não é à toa que quando estamos com orçamento apertado, voltamos pra cá. E não é à toa que saímos rapidinho de Hong Kong e Seul, onde o mínimo por dia, por pessoa, é de US$ 50,00.

Não existe uma regra de quanto vai custar uma viagem longa. Tudo vai depender do estilo de vida de cada um, do que vai estar disposto a abrir mão e quantas passagens aéreas vai comprar. Nós não pegamos o bilhete de volta ao mundo, porque não se enquadrava no tipo de viagem que faríamos. E atualmente esse é o nosso custo mais pesado de todos. No primeiro mês ainda não sabíamos direito como lidar com o dinheiro, então acabamos gastando mais.

Nós aprendemos a viajar barato e sabemos que poderíamos economizar mais ainda. Hospedagem, por exemplo, nós usamos Airbnb, porque precisamos de um espaço completo para trabalhar por tempo e horários indeterminados. Mas existem formas mais baratas de hospedagem, como couchsurfing, por exemplo. 

Não temos uma planilha de gastos anotadinhos, porque isso seria muito deprimente pro nosso gosto. Mas em 9 meses de viagem, já gastamos para os dois 70 mil reais, entre passagens aéreas, trens e ônibus de longa distância, custo de vida variável por país, tours mais caros, vistos, taxas de câmbio, etc. Culpa da alta do dólar! Quando saímos do Brasil o dólar custava R$ 2,31, hoje chegamos a pagar R$ 3,48. Isso sim é um drama! 

eduardo e monica viagem

 

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