Como Fazemos Para Viajar e Trabalhar na Estrada

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Texto: Mônica Morás    Fotos: Eduardo Viero e Mônica Morás

Quem é viciado em viagem entende que não importa quantos lugares tenha visitado, nunca será suficiente. Um viagem mal acaba e outra já começa a ser planejada. Quem ama viajar de verdade entende que esse é um dinheiro bem gasto independente do valor, e que sempre se dá um jeito de viver a próxima aventura. Entende que existem prioridades na vida e viajar é uma delas, e não o carro do ano, o celular mais moderno ou jantas frequentes em restaurantes caros. Viajar é um vício! Nós somos viciados em viagens e precisamos dar o nosso jeito de sustentar isso.

eduardo e monica viagem

Quando decidimos viajar e juntamos o dinheiro (aqui), já tínhamos noção de que não seria suficiente. Quando o dólar começou a subir e ficou difícil administrar o nosso pouco orçamento, tivemos que correr atrás. Não tínhamos nenhum plano e saímos do Brasil sem conhecer ninguém na Ásia que pudesse nos ajudar.

Como viajar o mundo trabalhando?

O Eduardo é fotógrafo profissional e eu escrevo e fotografo aqui pro blog, além de ter como profissão marketing de relacionamento, então todo mundo que conhecemos, mostramos nosso site, nosso portfólio e as coisas vão acontecendo no boca a boca. Não é à toa que passamos mais tempo em alguns lugares e temos todos os aplicativos locais de chat! Já fizemos vários tipos de trabalhos de fotografia, alguns textos em parceria para revistas locais, mas o principal é a fotografia de interiores para estrangeiros que vivem na Ásia ou locais que querem anunciar seus espaços. A grande maioria dos pagamentos nós recebemos via Paypal (50% de entrada, 50% na entrega), mas em alguns raros casos nós trocamos por hospedagem.

Trabalhar durante a viagem dá dinheiro?

Não é fácil, vivemos com o dinheiro contado torcendo para alguma coisas aparecer e poder continuar a viagem. Não temos mais nada no Brasil, nenhuma renda que venha de lá e também nenhum patrocícinio no blog. Quando saímos para viajar, estávamos cansados de trabalhar para os outros, de atingir metas e mostrar resultados. Foi a nossa melhor decisão, porque não tínhamos experiência em viagem longa e teria sido péssimo produzir conteúdo apenas por obrigação no período de adaptação. Hoje se tivéssemos patrocínio ou parceria, essa dinâmica seria bem diferente, porque já montamos o nosso sistema de trabalho e sabemos quanto podemos dar em troca. Leia aqui sobre a nossa experiência de ser Nômade Digital.

Hoje trabalhamos quase todos os dias, porque nós queremos, porque nós gostamos de estar aqui no blog, de escrever sobre o que sabemos e de estar em contato com as pessoas fotografando ou sendo fotografados. Cada dia é um novo dia, novas pessoas, novos contatos, novos lugares, novas oportunidades de trabalho e precisamos estar constantemente abertos para isso, conhecendo e nos relacionando com pessoas, até as menos prováveis. Leia aqui como foi a nossa experiência morando em Shanghai durante 6 meses. Já não temos mais sábado ou domingo, todos os dias são dias de trabalho e todos os dias podem ser dias de folga.

Horário é algo bastante relativo, mas determinamos que a parte da manhã foi feita para dormir, de tarde para trabalhos externos e a madrugada, quando estamos no auge da nossa produtividade, serve para continuar trabalhando no computador. Por isso sempre escolhemos uma hospedagem (Airbnb) que nos dê tudo o que precisamos para fechar a porta sem ser incomodados ou incomodar, e produzir! 

Quais os vistos para quem viaja e quer trabalhar?

Nós não temos vistos de trabalho, tudo é freelancer e por isso usamos apenas o tempo do visto de turista, com excessão da China onde passamos 6 meses em Shanghai. A maioria das pessoas que conhecemos que trabalha na estrada, trabalha com design gráfico, webdesigner, com TI, gestão de mídias sociais, como professor de inglês, fotografia, video ou ainda é advogado. E normalmente todo mundo tem um blog/site que ajuda a abrir as portas. Todos nômades digitais, como acabamos nos tornando sem querer para essa viagem.

Mas também conhecemos quem tenha trabalhado colhendo frutas, quem seja guia turístico em agências de viagem nos períodos de alta temporada, instrutor de esportes aquáticos, faz house sitting, trabalhe em estação de ski, promoter e até garçom em navios. As praias mais famosas e as estações de ski, por exemplo, geralmente tem um site específico para se cadastrar e trabalhar na alta temporada. As cidades turísticas tem sites para estrangeiros que querem trabalhar principalmente como professor de inglês. Tudo depende da habilidade de cada um, vontade de aprender e disposição para trabalhar!

Afinal, dá para viajar e conseguir trabalho?

Não é fácil, mas também não existem desculpas para não realizar os sonhos. Os limites somos nós mesmo que colocamos na nossa mente e a preguiça unida com o medo é o que no faz ficar parados vendo o tempo passar. Conhece aquela história do “Queimem os Barcos”? 

Quando o navegador espanhol Cortez chegou no México com uma pequena força militar que lutariam contra o ataque dos numerosos astecas, ele queimou os próprios barcos. Ele tirou a risco dos soldados desistirem, e sem ter como voltar para casa, eles teriam que lutar para viver e combater com determinação e uma fé inabalável. E não apenas isso, ele queimou os barcos de forma que os inimigos vissem que eles lutariam até a morte. Os astecas se sentiram intimidados, recuaram para as colinas e Cortez teve sua vitória sem derramar sangue.

A nossa dica é simples: queimem os barcos! E boa viagem ;) 

Para quem ainda não conhece o Airbnb, através desse link você ganha um descontão na primeira viagem a nosso convite.

Ainda não sabe sabe o que fazemos?

Aqui está uma parte do portfólio de interiores e lá no site do Eduardo tem muito mais! 

GALERIA: INTERIORES

 

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