Roteiro em Pequim no Visto de 72 Horas

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Texto: Mônica Morás  Fotos: Eduardo Viero e Mônica Morás

Quando estivemos em Pequim, entramos com o visto de 72 horas. Ou seja, tínhamos 72 horas para fazer o máximo de coisas possível e nós conseguimos em 63h! Nesse post tem tudo que nós conseguimos fazer bem feito, apesar do calor, umidade e poluição quase insuportáveis num final de semana. Nosso amigo chinês, o Alan, estava lá para nos guiar e também nosso amigo brasileiro que mora na China, o Theo , que também é fotógrafo.

Ficamos 63h no país e nosso roteiro foi:

  • Dia 1, chegada às 8:80pm: Sanlitun
  • Dia 2: Qianmen Street, Tiananmen square, Forbbiden City, Changan Street, Wukesong Camera Market e Hutongs (Shichalai, Nalougu Lane, Houhai)
  • Dia 3: Great Wall of China, 798 Art District, Temple of Heaven e Beijing Olympic Park
  • Dia 4, partida às 1pm: Tuanjiehu Morning Market , Taikoo Li Sanlitun e CCTV Headquarters Building

Sanlitun: é a região mais internacional da cidade, repleta de restaurantes de várias nacionalidades, embaixadas, hotéis cinco estrelas e de cafés que são transformados em casa noturnas de luxo quando a noite cai. Fomos num restaurante típico chinês.

Qianmen Street: é uma das ruas comerciais mais populares em Pequim, bem em frente a Cidade Proibida, que manteve o estilo dos edifícios em estilo antigos (vintage) e com lojas modernas por dentro. Vale a pena se perder pelas ruas que cruzam ela, a Xianyukou (de doces) e Dazhalan (de salgados) onde se encontra comidas de rua, docerias, restaurantes típicos chineses, etc. Mas bom mesmo é o Long Table, uma hamburgueria divina!

Tiananmen Square: Tiananmen significa “o Portão da Paz Celestial”, por isso essa atração é mais conhecida por nós como Praça da Paz Celestial onde houve a famosa imagem de um jovem sozinho e desarmado que parou em frente aos tanques de guerra que haviam massacrado centenas de estudantes e feriram outras centenas que protestavam contra o governo um dia antes, em 1989. O portão que dá acesso a Cidade Proibida tem cinco entradas e durante a dinastia Ming e Qing apenas o imperador usava a passagem do meio. 

Forbbiden City: a Cidade Proibida foi a casa de 24 imperadores durante a Dinastia Ming (1368-1644) e Qing (1644-1911). É reconhecido como um dos cinco mais importantes palácios do mundo e Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. A cidade é enorme, são 72 hectares com 90 palácios e pátios e 980 edifícios. Fomos num final de semana e tudo estava lotado. 

Changan Street: é ao longo dessa rua que estão as principais atrações da cidade, como a Tiananmen Square, Forbbiden City, a Wangfujing Shopping Street e Xindan Commercial Street. É onde a maioria da celebrações acontecem e por isso é considerada a rua mais importante de Pequim. 

Wukesong Camera Market: também conhecido como Beijing Photographic Equipment City, é de longe melhor lugar para comprar equipamentos fotográficos novos ou usados. Os preços são ótimos, e como são centenas de lojas, vale a pena andar com calma pelo lugar, pois existem diferenças de preços no mesmo produtos, e barganhar é obrigatório. Muitos profissionais procuram esse mercado para comprar equipamentos.

Hutongs: hutongs é o nome dado para as casas antigas ao longo de alguns becos da China, só que com ar renovado. São diversas lojas e opções de bares e restaurantes em casas com centenas de anos de idade. Somente um local consegue andar pelos becos sem se perder. Andamos pelo Shichahai no entardecer, passamos pela Nanluogu Lane e paramos no Great Leap Breweing para aproveitar a noite antes de ir pra um restaurante típico e local chinês. Depois andamos pelo Houhai, um espaço moderno com pub  24 horas, restaurantes com música ao vivo e casas noturnas de luxo. O espaço foi construído em volta do Houhai Lake, um antigo lago de pesca, que hoje é usado para dar um passeio de pedalinho enquanto aproveita um bom vinho com petiscos a luz do luar. 

Great Wall of China: a Muralha da China é a mais extensa do mundo com 8.851,8 quilômetro oficialmente, mas já passou dos 21mil km ao longos dos anos em que foi construída e destruída. É a maior arquitetura antiga e Patrimônio Mundial pela Unesco. Sua construção foi a mais longa da história e custou muitas vidas de soldados, camponeses, pessoas recrutadas a força e até prisioneiros de guerra. Ela é composta por várias seções, sendo Juyong a mais próxima de Pequim. A construção começou no Período Primavera e Outono (770-476 AC) e terminou na Dinastia Ming (1368-1644 DC), sempre com o objetivo de proteção das fronteiras, mas em cada dinastia o conceito de fronteira e inimigos tinha um significado diferente.

798 Art District: é um dos maiores distritos de arte do país. Antigamente era uma fábrica de uma estação ferroviária de 1950, e hoje é a casa de centenas de galerias de artistas de todo país e do mundo. Além de arte, o distrito de arte ainda tem muitos cafés com estilo ocidental, lojas de chás tradicionais chineses e não é difícil escutar bossa nova tocando pelas ruas. 

Temple Of Haven: construído na dinastia Ming (1420 DC) pelo imperador Zhu Di no jardim real, para que uma vez por ano, no solstício de inverno, os imperadores fossem até o templo para orar fervorosamente por uma boa colheita. Todos os detalhes internos do templo foram projetados conforme o conhecimento numerológico da época para estar de acordo com o universo. 

Beijing Olympic Park: é um dos lugares mais bonitos para visitar a noite por causa da iluminação. Passamos diversas vezes por ele, mas quando fomos de fato fotografar, já havia passado das 22h, quando apagam as luzes.

Tuanjiehu Morning Market: o mercado de rua que abre às 6:30 da manhã fundado em 1990 onde os moradores da região compram comida, roupas e produtos para casa. Mas no começo desse ano o mercado foi fechado pelas autoridades devido aos congestionamentos constantes, ambiente sujo e poluiçãoo sonora.

Taikoo Li Sanlitun: é um complexo de lojas mais badalado da cidade, pois possui uma grande quantidade de cafés, restaurantes, bares e marcas famosas, principalmente de esporte, e inclusive a maior Adidas do mundo. E para quem quiser aproveitar os bares noite a dentro, não precisa se preocupar, porque tem taxi disponível a noite inteira.

CCTV Headquarters Building: é o prédio mais famoso da cidade, com 44 andares e também a sede da Televisão Central da China (CCTV). É possível subir até o 37º andar e caminhar sobre o chão de vidro temperado.

ATENÇÃO: Como toda a cidade turística, Pequim também sofre com os scams, os golpes em turistas. Mas o principal problema continuam sendo os pickpockets (batedores de carteira), porque na China muitos lugares não aceitam cartões de crédito/travel Money de outros países, então os turistas são obrigados a ter dinheiro em cash na carteira. Vale a regra de deixar o “dinheiro do ladrão” na carteira e guardar o montante maior na doleira, bolso interno, etc. 

Não se apavore se no verão estiver num restaurante e os homens começarem a tirar a camisa. A comida é apimentada, todo mundo bebe aquela bebida de arroz que parece uma vodka, o calorão vai subindo, o tom de voz aumentando e mesmo com ar condicionado forte é impossível não suar. Aconteceu com a gente, é super normal e muito divertido. Os chineses são contidos, mas quando estão em grupos, são bastante animados. A única coisa que incomoda é que é permitido fumar dentro dos restaurantes.

Pequim tem muito mais atrações do que essas que conseguimos ver em menos de 72 horas, mas esse nosso roteiro de acordar às 6:30 da manhã e ir dormir perto da meia noite, usando metro e taxi, já deu pra ter uma ideia bem grande do que dá pra fazer na cidade em pouco tempo. Ah, não provamos o tradicional Pato de Pequim, porque experimentamos um monte de outras comidas chinesas deliciosas.

 

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