Desapego é Uma Questão de Hábito
Texto e Foto: Mônica Morás
Um dia desses me deparei com uma frase do Joshua Becker que me fez pensar na minha realidade atual. Em tradução livre dizia mais ou menos assim: Por que eu deveria querer todas as coisas que todo mundo tem quando todos eles querem o que eu já tenho?
Quando eu decidi viajar, eu decidi deixar para trás quase tudo que eu tinha de material. Eu decidi andar com uma mochila pequena e carregar o mínimo possível para me sentir bem. Cabia nela apenas o que me servia perfeitamente e que eu pudesse usar numa festa e/ou num trekking, seja verão ou inverno.
Mas não deixei apenas o que já não me servia mais no sentido fashion. Eu desapeguei do pensamento negativo, de me comparar com as pessoas erradas, de deixar o mau humor alheio me contaminar, de me apegar a tristeza ou aqueles momento “sei lá”. Não foi fácil, mas foi uma questão de hábito praticado diariamente com muita força de vontade.
O desapego me trouxe leveza, brilho nos olhos e auto-estima, mesmo que isso signifique ter metade das minhas fotos da viagem com a mesma roupa. Isso porque eu prefiro estar com a mesma roupa em vários lugares diferentes, do que com várias roupas diferentes sempre no mesmo lugar. Sem ter muitas opções eu não perco tempo. Sem me apegar a tristeza eu tenho mais tempo pra mim e para o que e quem me faz bem. Sem me comparar com outras pessoas fora da minha realidade, eu percebi que a minha história poderia ser mais rica, porque ela trata de transformação pessoal, ela é única.
Eu me habituei a olhar para tudo que eu tenho e agradecer imensamente por isso. Como o Peter Pan, eu me habituei a ter pensamento felizes para poder voar. Eu vi que não precisava ter um monte de coisas para ser feliz, porque sei que muita gente que se sente infeliz daria tudo para estar no meu lugar, para desapegar do medo e dar aquele pequeno passo em direção a mudança, seja ela qual for (casa, trabalho, país). O que eles não sabem é que eles também poderiam estar aqui se apenas desapegassem.
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Cada pessoa que entra na nossa vida vem por algum motivo. Algumas ficam mais tempo enquanto outras se vão sem que nos demos conta, mas cada uma delas deixa alguma coisa e leva um pedacinho da gente.
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Minha descrição para home (casa) seria o lugar onde você se sente bem, lugar onde você se sente aconchegado, seguros e que sentem fazer parte desse lugar. Mas onde fica nossa casa?
As pessoas aqui na Tailândia trabalham duro, porque elas sabem que se derem o seu melhor, elas estão sendo úteis para o coletivo, e gerando valor elas receberão o melhor como um todo na sociedade. Nos faz pensar o quanto nós ocidentais somos diferentes.
Somos Eduardo e Monica e estamos viajando o mundo desde 2014 e trabalhando com fotografia. O blog fala de viagem e fotografia e moramos no Sudeste Asiático, na Tailândia.
Eu fiz a volta ao mundo e a Tailândia mudou a minha vida. Foi amor a primeira vista! A Tailândia é um lugar seguro e transformador. Ninguém saí de lá indiferente, e a grande maioria vai embora quando voltar.