Ata de 4 Meses de Viagem
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Texto: Mónica Morás
Bangkok - Tailândia, 25 de outubro de 2014
Eduardo e Mônica perceberam que ir para algum lugar com a volta já agendada não é um bom negócio, mas no caso da Indónesia era mais uma questão de visto.
Entenderam um pouco melhor a religião dos muçulmanos, apesar de não concordarem com muitas coisas.
Perceberam que todas aquelas coisas que vendem por preços astronômicos na região de Ubud em Bali pode ser comprado por 20% do preço na beira da estrada próxima do aeroporto internacional.
Eduardo e Mônica foram para Bangkok, um dos seus destinos mais esperados e onde finalmente tiveram conexão de wifi que funciona com rapidez.
Constaram com os próprios olhos que Bangkok não é nada daquilo que Hollywood insiste em mostrar nos filmes. É uma metrópole com todas as coisas boas e ruins, que “a grosso modo” é bem parecida com São Paulo (só pra contextualizar, sem ofensas). E que muitos mochileiros não ousam descobrir quando ficam “presos” na desnecessária Khao San.
Ficaram impressionados com imenso o mercado de final de semana Chatuchak e como design das lojas do Siam Center. Descobriram inclusive que Bangkok é pioneira em design de interiores e ficaram mais fascinados ainda pela cidade.
Foi o primeiro lugar que tiveram uma vida (quase) normal depois que saíram do Brasil, pois passaram de 1 mês na mesma cidade e na mesma casa. Às vezes a rotina pode ser uma coisa muito boa.
Reencontraram rapidamente seus amigos da China e viveram intensamente as 24h que passaram juntos. É muito bom compartilhar ideias com pessoas de quem já se é amigo.
Discutiram bastante e revisaram planos várias vezes durante esse mês.
Eduardo ainda se sente frustrado com algumas coisas que não fez na viagem.
Mônica se sente muito grata pelo que fez na viagem, apesar de tudo.
Eles perceberam que é preciso ter muita coragem para fazer uma viagem tão longa quanto essa. E também perceberam que além de preparação financeira, é necessário haver preparação psicológica para estar disposto a abrir mão de muitas coisas e como um casal, passar tanto tampo juntos.
A viagem tem sido um desafio tanto no bom, quanto no mau sentido. Mas eles têm certeza que está valendo a pena.
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Com o tempo você adquire experiência naquilo que faz. É com essa experiência que escrevemos 10 coisas que você precisa saber antes de viajar.
Viajar sempre fez parte da minha vida, mas com tempo fui descobrindo motivos porque eu fui me tornando uma pessoa melhor a cada nova viagem.
Eu larguei tudo três vezes e todas elas estavam relacionadas a viagem e fotografia. Os desafios de recomeçar.
Viajar é investir tempo, muito mais do que dinheiro, porque ele não volta, mas o retorno é tão ou mais valioso.
Tá na hora de lavar a roupa suja! E eu to falando literalmente de deixar a roupa limpa na viagem.
Nós temos vários motivos para revisitar lugares, porque se a gente já repete a praia ou a serra no feriado, porque não dar uma segunda chance para aquele destino de férias?
Os provérbios chineses inspiram porque falam de conhecimento, perseverança e trazem ensinamentos que ultrapassam os limites do tempo, sendo sempre atuais.
Tive muitos momentos transformadores, com certeza, mas não algo isolado. Até que um dia eu fui para a Mongólia passar uns dias com uma família nômade e aprendi o que era gratidão.
Depois de quase 4 meses desde quando deixamos o Brasil estavamos a Mônica e eu na Indonesia, mais especificamente em Gili T, uma ilha bem pequena no meio do mar!
Era uma vez uma mulher de 20 e tantos anos com um guarda-roupa cheio de coisas e que não usava nem a metade delas. Um dia ela foi viajar deixando tudo em casa e viveu feliz para sempre.
Viajar é uma das experiências mais enriquecedoras da vida. Mas de repente bate um vazio repentino, um desamparo, uma tristeza inexplicável que dá um nó na garganta... Maldita saudade de casa!
Mais ou menos 5 anos atrás eu estava sendo entrevistado para uma vaga de emprego no Rio Grande do Sul, quando o entrevistador me perguntou como eu me via dali a 5 anos.
Ao longo dos 24 meses na estrada, Eduardo e Mônica já escreveram muitas atas de viagem. Mas de tudo, existem 10 coisas que eles só aprenderam viajando.
Não dá para procrastinar, ver o tempo passar e ficar esperando a hora certa de fazer as coisas. A vida acontece no dia a dia, no julgamento alheio, no erro e acerto, antes feito do que perfeito.
Eduardo e Mônica hoje completam 23 meses de viagem. Também completam 15 países visitados, 2 para chamar de casa e 3 que os transformaram profundamente. A Ásia faz isso com as pessoas.
Cada pessoa que entra na nossa vida vem por algum motivo. Algumas ficam mais tempo enquanto outras se vão sem que nos demos conta, mas cada uma delas deixa alguma coisa e leva um pedacinho da gente.
Se observarmos bem, parece que todo mundo está no piloto automático, numa correria sem fim, sem tempo pra nada. Às vezes a gente só precisa parar um pouco, repensar as coisas que mais nos consomem e ver como a gente pode mudar isso.
Minha descrição para home (casa) seria o lugar onde você se sente bem, lugar onde você se sente aconchegado, seguros e que sentem fazer parte desse lugar. Mas onde fica nossa casa?
As pessoas aqui na Tailândia trabalham duro, porque elas sabem que se derem o seu melhor, elas estão sendo úteis para o coletivo, e gerando valor elas receberão o melhor como um todo na sociedade. Nos faz pensar o quanto nós ocidentais somos diferentes.
Somos Eduardo e Monica e estamos viajando o mundo desde 2014 e trabalhando com fotografia. O blog fala de viagem e fotografia e moramos no Sudeste Asiático, na Tailândia.
Eu fiz a volta ao mundo e a Tailândia mudou a minha vida. Foi amor a primeira vista! A Tailândia é um lugar seguro e transformador. Ninguém saí de lá indiferente, e a grande maioria vai embora quando voltar.