Como Foi Planejar a Viagem

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Texto: Mônica Morás   Fotos: Eduardo Viero

Na noite que decidimos fazer a viagem tivemos uma mistura de sentimentos quase inexplicáveis: o coração bateu acelerado de empolgação, a cabeça foi longe nos lugares e pessoas que poderíamos conhecer e o tempo parou enquanto veio uma onda de confiança de que nada poderia dar errado. Rapidamente fizemos planos mirabolantes de quanto conseguiriamos juntar de dinheiro com vendas de coisas, demissão, trabalhos, e o tempo voltou ao normal quando percebemos que não ia ser tão fácil assim. Nós precisávamos começar um plano!

Primeiro definimos o que nós queríamos dessa viagem. Eu queria dar um tempo pra mim, estava totalmente infeliz com a minha vida e eu tinha um sonho. O Eduardo já era fotógrafo, estava começando a ser reconhecido, mas muito lentamente. Já estávamos com 29 e 31 anos, sem filhos, boa saúde e experiência em viagens pro exterior (estudar, morar e turistar). Esse seria o melhor momento para mudar o rumo das coisas!

Feito isso definimos um tempo, que no caso seria um ano, porque seria o suficiente pra muita coisa acontecer. Também aceitamos o fato de que talvez a viagem acabasse antes, mas um ano era o limite na época. E se pensasse num montade de uma vida, um ano não é nada pra tentar algo novo.   

Agora já com o objetivo e o tempo definido, fomos pra parte mais chata e mais importante: o dinheiro. Colocamos no papel tudo que tínhamos, traçamos um plano de economias e fomos correr atrás pra juntar todo dinheiro possível, porque não ía sair barato. Vendemos nossas coisas, peguei todos meus benefícios trabalhistas de cinco anos, o Eduardo conseguiu mais uns trabalhos grandes e paramos completamente de sair. Cada centavos era economizado!  

Saímos do Brasil com dinheiro suficiente para seis meses de viagem, sem patrocínio e na estrada teríamos que dar um jeito de financiar a viagem. Decidimos que levaríamos uma parte do dinheiro em dólares, outra no Paypal e outra parte ficaria na conta bancária no Brasil por onde transferiríamos para o cartão Travel Money. O cartão de crédito serviria apenas para compra de passagens aéreas. Resolvemos também as burocracias de vendas, pagamentos, cancelamentos de serviços e de cópias de documentos pra deixar com a família.

Definimos também nosso pré-roteiro pra começar as pesquisas sobre vistos, custos, transporte, etc. Entendemos a questão da melhor época do ano para viajar, as temperaturas que enfrentaríamos e foi com isso que montamos o roteiro, para fugir das épocas de chuvas na América do Sul e do Sudeste Asiático.

A parte que mais no exigia cuidado era a saúde, por isso já fizemos todas as vacinas para adultos que oferece de graça no posto de saúde. Sobre os vistos nós pesquisamos e todos os lugares que nos exigiam, nós poderíamos fazer um país antes na embaixada correspondente.

Também pesquisamos sobre a passagem de Volta ao Mundo, mas as regras dela não se enquadravam no nosso roteiro de viagem. Descobrimos como comprar passagens mais baratas e com múltiplas cidades e definimos o nosso lema pra hora de escolher transporte: temos tempo e não temos dinheiro.

Nossa mochila tem 42L, ou seja, é pequena e foi uma drama! Eu fiz vários testes do que cabia na mochila até definir a bagagem de roupas e o Eduardo fez vários testes até definir a bagagem de equipamento fotográfico. Tivemos que ser bem objetivos e desapegar mesmo!

Se passaram 8 meses entre a decisão e o embarque pra Moscou. Um mês antes da viagem cortamos toda a América do Sul do roteiro e resolvemos viajar o ano todo só pela Ásia. Saímos do Brasil só com um plano logístico básico pra economizar em passagens aéreas e fugir das monções asiáticas.

A viagem nos ensinou a viajar por longo prazo, nos deixou mais calmos, mais interessados, mais gratos e mais humildes. Foi um processo natural que acontece com todo mundo que está na estrada por bastante tempo. 

Nesse link estão todos os posts relacionados aos Planejamento da Viagem.

eduardo e monica viagem

 

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